sábado, 17 de setembro de 2011

Il Divo - Hallelujah (Aleluia)


Um soldado para casa voltou
Um garoto doente se curou
E não há trabalho no bosque

Um desamparado se salvou
por causa de uma boa ação
E hoje ninguém o despreza, Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

Um Ateu que começou a crer
Um Faminto hoje tem o que comer
E doaram a uma Igreja uma fortuna

A Guerra logo se acabará
E no mundo enfim reinará a Paz
E não haverá miséria alguma.

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

Por que a norma será o Amor
E não governe a corrupção
Sendo o Bom e o melhor de Alma Pura

Que Deus nos proteja de um triste final
E que um dia possamos nos perdoar
E que acabem com Tanto ódio, Aleluia

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Em nosso tempo", segue Vargas Llosa, a cultura "não pôde substituir à religião nem poderá fazê-lo, salvo para pequenas minorias, marginais ao grande público"; porque "por mais que tantos muito brilhantes intelectuais tentem nos convencer de que o ateísmo é a única conseqüência lógica e racional do conhecimento e da experiência acumuladas pela história da civilização, a idéia da extinção definitiva seguirá sendo intolerável para o ser humano comum, que seguirá encontrando na fé aquela esperança de uma sobrevivência além da morte à qual nunca pôde renunciar".

domingo, 14 de agosto de 2011




Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa

Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.

Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.


Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,

Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,

Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.