terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“MULHER, QUEM PROCURAS?”


Mulher, tu choras? Quem procuras? Tu possuis aquele que buscas e tu o ignoras? Tu o tens e choras?
Tu o procuras fora, mas ele está dentro de ti.
Estás de pé, diante do sepulcro, mas ele está dentro de ti.
Porque ficas fora do sepulcro, debulhada em lágrimas, por quê?
Onde eu estou? Estou em ti. É aí que eu descanso, mas vivo, eternamente vivo.
Meu jardim está em ti. Acertaste me chamando de jardineiro.
Como segundo Adão, eu também vigio um paraíso.
Minha incumbência: trabalhar, cultivar nesse jardim, tua alma e colheitas de desejos.
Como? Tu me tens, me possuis em ti e tu o ignoras?
Por isso é que me procuras fora. Estou aqui. Apresento-me a ti para te levar ao teu interior.. É lá que haverás de me encontrar.
Maria, eu te conheço pelo teu nome;
que tu aprendas a me reconhecer pela fé.
Não me toques, porque ainda não subi ao Pai.
Tu ainda não crês que eu sou igual, coeterno e consubstancial ao Pai?
Quando isto creres, ter-me-ás tocado!
Dize-me uma coisa o que existe de mais próximo para alguém do que o próprio coração?
Os que me encontram, é lá, no seu coração que me acham.
É ali minha residência!
Texto atribuído a São Bernardo
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domingo, 8 de dezembro de 2013

Adeste Fideles


Venham os fiéis, alegres e triunfantes.
Venham, venham até Belém.
Que ele venha e permaneça
O regente de todos os anjos

Ó vinde, adoremos.
Ó vinde, adoremos.
Ó vinde, adoremos, ó senhor.

Deus dos deuses, luz da luz.
Gestado dentre as vísceras
Deus verdadeiro, genitor por direito.

Glória a Deus nas alturas!

Ó vinde, adoremos.
Ó vinde, adoremos.

Ó vinde, adoremos, ó senhor.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Deus é Pai (Composição: Fábio de Melo)

Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se 
Perto do fogão de lenha da minha casa


Chegou sem alarde, retirou o chapeu da cabeça


E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.


Ele tinha feições de homem feliz, realizado


Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava: 
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso 


E pedir que ele desenhasse um relógio


Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,


Aquele homem era meu pai


E foi assim que eu descobri 
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.